Uma receita - ou duas...

Hmmmm,
Atendendo a um pedido...
Receitas...
Hmmmmmmmmmm
Salmão é um peixinho bem interessante de ser degustado, principalmente por ser, dentre a maior parte dos peixes que eu conheço, o mais gordo...
No entanto, interesse não é qualidade, e, pasmem, detesto salmão!! Ok ok, para um japonês detestar alguma coisa vinda do mar significa, comer com menos frequência, ou não comprar dele por livre e espontânea vontade... mas não deixa de ser dos menos queridos...
Bom, mas como sou muito bonzinho vou deixar um par de receitas, não se preocupe, detesto sashimi de salmão também... é um peixinho muito maléfico pra ser comido cru, e nem é por causa da salmonela que assola o Chile, já de antes eu não admirava...

1 - Papilotes de salmão
Eis uma receita totalmente excelente!! Meu pai era mestre em fazê-la em seu finado restaurante, e eu até que não errei profundamente nas minhas tentativas, eis o que precisamos:
Salmão - O ideal é um salmão fresco, não muito gordo (poucas listras brancas na carne) de fillet alto (2 dedos ou mais, depende da largura do dedo :D )
Vinho branco - A regra básica de vinhos é, se você bebe, você cozinha com ele, existe uma mania um tanto estranha de considerarem que os vinhos baratos servem pra cozinhar e os caros para se tomar junto com o prato... bem, é um engano, mas realmente acontece... de qualquer forma, dadas as condições apertadas de nós estudantes ocorre a grande coincidência da vida, o vinho barato É o próprio vinho bom!! Grata surpresa saber que funciona também!!
Cogumelos shiitake e champignons - Frescos de preferência, em especial os shiitakes, aqueles em conserva são muito ácidos por causa do vinagre e acabam destruindo 90% dos pratos em que sejam usados, já me deram uma dica de por açúcar e lavá-los muito bem, mas o sabor não é o mesmo... além do que nos Pães de Açúcar deste Brasil existem estes cogumelos fresco, a preços meio altos, porém bastante compensatórios!!
Azeite - De qualidade! Sim, eu sou chique, tudo pra mim eu sempre vou citar que se use do melhor, mas eu já fiz este prato até com óleo de girassol... Mas usando os produtos melhores ao invés da pobreza estudantil, o prato sobe um pouco de nível... mas em se mantendo estudantil, óleo serve :P
Cebolas - Adoro cebolas, cortadas tão finas quanto se possa imaginar as cebolas não carregam o prato e passam um sabor levemente adocicado que faz toda a diferença, agora, se você não possui dedos finos e mãos agéis para cortar "paper thin slices", melhor nem tentar, senão o prato se perde nos mares de cebola...
Shoyu - Existem shoyus muito doces, e muito salgados, os ideais são os mais neutros ou um pouco adocicados, em geral eu misturo água neles até ficar no ponto ideal... que eu não sei explicar em palavras... tem de vir aqui ver como é...
Sal e pimenta - A gosto, a pimenta do reino moída na hora é um diferencial e tanto, mas pouca gente usa, eu mesmo não uso, por simples liseira de comprar um moedor...

O Modus-Operandi é tão simples quanto são poucos os ingredientes, abra um pedaço de papel alumínio (suficiente para fechar ao redor do pedaço de salmão), posicione o salmão (sem pele!!) polvilhe sal e pimenta a gosto, um limão as vezes é bem vindo se o peixe não for fresco, mas congelado, despeje cerca de 50-100ml de vinho, é o suficiente para que o pedaço de salmão fique encharcado, porém sem esparramar pela mesa (um segredinho que aprendi na marra, que pode parecer tão lógico agora, é abrir dentro de um prato fundo...hmmm eu era meio lerdo e abria na mesa plana...liquidos escorrem!! Lembrem-se disso!), despeje um filete de azeite/óleo, coloque as cebolas e os cogumelos (cortados em tirinhas, ou como prefire cortar, pode ser picado, pode ser grosseiramente cortado) adicione o shoyu, uma colherinha das de café e pronto, feixa o papilote, leve ao forno extremamente quente (uns 200-250 graus préaquecido)...
Eu recomendo servi com Goham mesmo, Goham, pros déspotas menos esclarecidos é arroz japonês, sem sal, nem nada, só arroz e água, feito no vapor ou cozido mesmo...
Ah, ele leva uns 20-30min de forno só, se você fechar direitinho os papilotes eles inflam igual balões...
Ahh, para um toque diferente, lá no restaurante meu pai os levava até a mesa em chamas, é bem simples, tire do forno jogue um pouquinho de alcool em cima do papilote fechado e ascenda, ele termina de inflar o pacote e dá um toque legal pra apresentação...

2- Salmão gratinado com ervas, vou ser mais sucinto neste...

1 salmão inteiro
ervas finas, frescas, recomendo salsa, alecrin, manjericão, hortelã e estragão (ok ok estragão é muito dificil fresco)
Manteiga
Sal e pimenta
Azeitonas pretas
Alcaparras (pode ser em conserva msm)

Simples assim, corte e desosse o salmão, ficando com duas partes do fillet, o ideal é que se mantenha cabeça e rabo para fins decorativos, ou seja, que não se cortem fora os dois fillets, apenas separem-no, isso exige alguma habilidade com a faca...
O pseudo-recheio é simples, coloque as ervas entre os fillets... pronto!
ok ok, um segredo agora, aprendido na marra também, coloque uns cordões de barbante sob a tábua e ponha o peixe em cima, recheie abundantemente com as ervas e feche, amarre o peixe bem amarrado senão cai tudo!! POr cima jogue as azeitonas e as alcaparras picadas, como numa massa pesto, pode lambuzar bastante a pele de um lado do peixe, uma dica que me deram é fazer pequenos portes transversais na pele, para que o sabor das conservas penetre e não fique só nos sucos que se desprenderam do cozimento... bom, quem sabe...
Forno nele até ficar com a casquinha crocante, o que pode ser muito difícil em peixes congelados ou que não estejam bem limpos...

Voilá!

Pra acompanhar eu sugiro batatas, soutée são muito boas, no caso legumes soutée são interessantes, ou a juliette puxados na manteiga temperada também é muito bom... para os que exigem mais sustância, um risoto de abobrinha e berinjela é fantástico... para os mais simplistas, um arroz básico pode ser meio seco, mas faz o serviço...

Bom, maldita empolgação!!Escrevi demais, novamente, perdão pelo trabalho de quem leu... deve ter sido horrível... depois eu compenso...



Escrito por Kenji às 11h18
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"Novas idéias"

Autor: Kenji Ohi

Quando: 12/08/2005

"Joves e jovas"...

Apesar de estarmos atolados no tempo, sem realizar os eventos prometidos, gostaria de esclarecer que não morremos ainda, apesar de eu querer matar alguns... simplesmente decidi reformular o conceito de acepipeiros...

Eis, portanto a nova metodologia deste site, a partir de agosto:

1 - Teremos um novo "Layout" conferido e atestado por Saulo Carvalho, que promete nunca mais comer Fillet Mignon Moído...

2 - Abriremos novas oportunidades de colaboração, inclusive "gringas", convido aqui ao noblíssimo Henrique Pinto a nos ajudar com o novo artigo, "Enóforo" - Visões eno-gastronômicas.

3 - Convido ainda, ao cultuadíssimo mestre Acácio Morais a complementar mensalmente a coluna "Eu ponhô é pá dentu" - visões da culinária braba.

4 - Cada um dos integrantes anteriores participa agora de um "chat" onde conversaremos sob o local, tal "chat" será a crítica publicada, é mais interessante assim, porque não ficamos falando a mesma coisa o tempo todo, simplesmente conversaremos sob os lugares.

5 - Termino as reformulações explicando os novos métodos de críticas.

5.1. Não queremos escolher os melhores restaurantes, queremos comer bem.

5.2. Não daremos notas, estabeleceremos adjetivos!

5.3. Não estamos abertos ao público, nós somos o público que interessa.

5.4. Não há modelo de crítica, falaremos o que quisermos.

5.5. Não somos sérios, pra que falar com seriedade?

5.6. Somos profissionais, ou alguém aí vive sem comer?

5.7. A idéia deste blog não pode ser de ganhar dinheiro, porque não dá dinheiro mesmo, melhor que cada um se divirta.

5.8. Mas é bom que a diversão entretenha os outros também, temos por obrigação "frescar" com tudo.

5.9. Entretanto não somos um circo, o propósito é informar, só que chega de ser sério...

Aos integrantes novos, e aos já preexistentes pergunto então:

Nossa visão pode ser: "Comer bem, viver melhor ainda ainda"?

Nossa missão pode ser: "Comer e viver de tudo do bom e do melhor, mensalmente conhecendo novos lugares"?

Nosso foco de atuação pode ser: "Culinárias do mundo no Brasil"?

Deixo esta mensagem aqui para que não me deixem matar esta idéia, envio-a para o email dos interessados, e solicito que quem tiver interesse também, que me procure, ohi@kenjiohi.com.



Categoria: Citação
Escrito por Kenji às 14h49
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Casa Nostra

Classificação:

Cheguei atrasado, só ganhei do Geraldo o que não vale nenhum lugar no pódio. Se não fosse pela "bondade" dos meus amigos não tinha nem visto a entrada. Mas não passou muito disso, "deixaram" pra mim dois pedaços de pão e uma cereja de mussarela de búfala. Dei graças a Deus, pior foi o Geraldo que ficou com meio pão e o azeite. Como quase não comi não vou avaliar a entrada separadamente.

Não fiquei em uma posição muito confortável, detesto sentar virado para a parede e de costas pras outras mesas, não que a casa tenha culpa (como cheguei tarde os bons lugares da mesa já estavam ocupados) mas isso me incomodou um pouco. A decoração é bem moderna, com grandes quadros retangulares e horizontais de cores fortes (laranja, verde limão, etc), talvez aparatos para ajudar a iluminação. Meio estranho, chegamos a fazer algumas brincadeiras com eles durante a noite. A conversa estava boa, aliás as conversas são sempre o melhor do tour. Na noite tivemos a companhia de dois ilustres amigos que não estão integrando oficialmente o quarteto: Acácio e Adão. Por enquanto só permitimos dois por visita e ainda estamos cadastrando os interessados com a letra "A" (rs). O barulho no salão, que estava bem cheio, atrapalhou um pouco. O ambiente leva um 7.

Mas vamos ao que interessa. O primeiro prato foi a salada, comi a de rúcula, alface, presunto de parma e tomate temperada com vinagrete e papoulas. Duas observações: esperava mais rúcula, eram umas 2 ou 3 folhas no meu prato e não consegui achar o presunto, mas não me atrevo a afirmar que ele não estava lá. O conjunto estava bom e bem servido, leva um 8.

O prato principal que escolhi foi o Spaghetti Al Costa, filé mignon moído com pimentão, cebola, parmezão, gongonzola e creme. Os ingredientes chamam atenção, o prato é bonito, mas decepcionou. O gosto da carne não me deixou sentir nem o cheiro dos outros ingredientes e olha que o gorgonzola é um queijo bem forte. O melhor do filé, a textura, não fez diferença já que estava moído. No final era só um prato de macarrão com carne moída é creme. Um ponto positivo é que é muito bem servido, fiquei mais do que satisfeito com a quantidade. Nota 4 pra ele.

Spaghetti Al Costa



Na média geral arredondada o Casa Nostra tirou um 6.

Buscar na Web "Casa Nostra"



Categoria: Avaliação
Escrito por Saulo às 18h08
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Casa Nostra

Classificação:

Esse restaurante era bem esperado, ao menos pra mim que adoro massas, já tinha muito ouvido falar dele mas nunca tive a oportunidade de conhece-lo. Alem de ser um dos mais antigos restaurantes italianos em Fortaleza, possui a fama de uma ótima culinária. Começando do começo, cheguei um pouco antes do resto da trupe, e fiquei esperando-os no lado de fora, veio um garçom e me sugeriu que entrasse, preferi esperar os amigos fora, mas ele prontamente se ofereceu para nos reservar uma mesa, enquanto me trazia uma água pra passar o tempo. Depois que o pessoal chegou, nos acomodamos e fomos verificar o cardápio, resolvemos pedir de entrada uma Mozarella de Bufala que acompanhava uma porção de pães e torradas, agradável entrada, leve e saborosa, aprovada!

Depois do ultimo integrante chegar fomos ver o que pediríamos pro jantar, acabamos por pedir duas saladas e separaramos cada uma em dois pratos, já que queríamos prova-las e ainda sobrar espaço pro prato principal. Umas delas era de rúcula, alface, presunto parma e tomate, a outra só diferenciava pela presença de mozzallera de bufala em vez de presunto. Achei as saladas muito boas, uma das melhores que já comi, apesar que no quesito salada eu não tenho muitas experiências anteriores, mas aprovei essa ;). E para acompanhar as saladas e os pratos, pedimos um vinho tinto (Sunrise Concha y Toro, Carbenet). Para o prato principal, pedi um Petto di Pollo al Veneto, que é um filé de frango recheado com alcachofrinha e provolone, e servido com um molho cremoso e fetuccini. O frango estava bem suculento por dentro e crocante por fora, muito bom. O molho era bem suave e combinava com a boa massa (lembrando que as massas são feitas no próprio restaurante). Dentre os outros pratos que provei (Um spaghetti com file mignon moído, e um penne com presunto e cogumelos), o al Veneto foi o que achei mais gostoso. Os pratos vem com uma porção bem servida, principalmente as massas.

O atendimento foi no geral bom, mas em alguns momentos foi difícil chamar o garçom, não sei se porque o movimento da casa estava grande, ou desatenção mesmo. Mas quando os mesmos estavam nos atendendo, foram bem prestativos. Outra coisa que achei interessante de lá é o bule que usam pra fazer o café na hora, e servir, vou postar umas fotos dele, bem como fotos de alguns dos pratos e do local.

Sobre o local, decoração bonita e mesas bem arrumadas, mas por ser um ambiente fechado e a noite agitada, o barulho estava bem alto, dificultando até a conversa, sem contar que o ar condicionado não estava dando de conta, algumas vezes o ambiente esquentou que cheguei a passar calor.

No geral achei um bom restaurante, não recomendo pra um programa a dois, a iluminação é bem direta e muito barulhento pra uma conversa mais agradável, mas se for pra degustar da comida, vale a pena.

ps: Quase ia esquecendo, o banheiro de lá é muito limpo e com bonita decoração, recomendo visita ;)



Categoria: Avaliação
Escrito por Roberto Ramires às 12h30
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Donosti X La Paella cocina española

Bom, tive a oportunidade de estar tanto no Donosti quanto no La Paella, enquanto um impressiona do momento que entramos e deslumbra no simples prato de entrada (panelada espanhola) bem como na cerveja, geladíssima, o outro peca na apresentação geral, não que seja ruim, apenas parece convencional demais, a entrada (calamares empanados) não chega a se destacar, mas acompanhou bem a cerveja gelada.

Uma rápida análise do cardápio demonstra a equidade dos restaurantes, apesar do La Paella fornecer mais tipos de Paellas elas mudam muito pouco, o que a mantém muito parecida com o Donosti... A se julgar pelos quesitos que normalmente são vistos nos restaurante visitado, hei de escolher o Donosti...

Espero que a enquete não engane nossos leitores quanto a existência de uma democracia, na verdade somos ditatoriais, a enquete é apenas mais uma forma de relacionamento... se por acaso coincidirem a escolha pública e a nossa, ótimo, senão... bom, a vida é injusta mesmo... ;)



Categoria: Avaliação
Escrito por Kenji às 01h39
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Casa Nostra

Classificação:

Restaurante simpático e reconhecido de Fortaleza, quem mora na Aldeota conhece o Casa Nostra a mais ou menos 18 anos, o progresso é razoável, lembro do pequeno restaurante onde passeava com meu pai ou do amplo salão aberto de outrora às margens da rua padre antonio tomás, mas não conhecia as instalações (nem tão) recentes. Me agradam os ambientes abertos, a diminuição da sensação claustrofóbica e a luz direta, nada de meio escurinho, meio romântico, luz mesmo, me dá a impressão de liberdade e sossego, mais ou menos o oposto do primeiro restaurante do tour.

Atendimento bom, mas os garços podiam ser mais atenciosos, ao menos quando necessitávamos chamá-los esperamos longos minutos por uma olhadela à nossa mesa, no entanto uma vez atendidos a resposta era pronta e bem feita, não esperava detalhes muito refinados e por isso gostei do atendimento de uma forma geral, tecnicamente bem feito, porém os garçons pareceram um pouco taciturnos, um pouco incompatível com uma casa italiana, dada a alegria convencional dos italianos, principalmente perto de comida...

A comida não chegou a causar boa impressão, não sei se por causa do menu tradicional, ou dos pratos simples que pedimos, de qualquer forma meu Penne al Boscaiolla foi um sofrimento de sabores, azedo demais por causa dos champignons em conserva, (parecia que haviam atirado os cogumelos ainda repletos do vinagre que os acompanha) e o presunto não teve tempo de apurar, apesar de ter vindo em boa quantidade, o uso de um presunto um pouco melhor talvez ajudasse na composição do prato... Mas hei de ser justo, o molho a base de cognac é muito bom, não fosse o pouco cuidado no manuseio dos ingredientes que o acompanham... uma pena mesmo...

No entanto na rodada de provas que fizemos, me agradou bastante o Filetto di pollo al veneto, apesar de ainda ser um tanto medíocre, mas com certeza muito mais acertado que o penne. Minha conclusão é que os pratos convencionais não são bem feitos, no entanto precisaria de uma nova passagem e desta vez a prova de alguns pratos um pouco mais complexos, como os fillets ou mesmo os frangos...

Ah, tenho de ressaltar, de entrada pedimos duas coisa, a primeira era uma mozzarella de bufala temperada, excelente, simples, leve e agradabilíssima, acompanhava uma cesta de pães diversos, bastante recomendado, e em seguida pedimos dois tipos de salada, uma salada parma e uma romana, com presunto de parma e mozzarella de bufala respectivamente, ingredientes bons, e molho na medida certa, faltou um pouco de rúcula na composição das saladas, para meu gosto, mas não interferiu muito, outra recomendação.

Buscar na Web "Casa Nostra"



Categoria: Avaliação
Escrito por Kenji às 16h47
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Escolha a próxima parada

Enquete

Restaurantes:

Donosti

La Paella cocina española

Data: 15/04/2005 - Hora: 2100

Local: Em aberto

As opções para a próxima parada são, Donosti e la paella cocina española, ambas as casas são reconhecidas no cenário fortalezense como boas opções gastronômicas, a dúvida fica em qual dos dois realizar o tour neste momento, a balança pesa mais para o Donosti, pela pretensa estrutura maior, será que vale a pena? Ajudem-nos!



Categoria: Evento
Escrito por Kenji às 16h47
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"Restaurante Sirigado"

Quando: 06/03/2005

Outro final de semana no passado, e retorno de mais uma epopéia gastronômica, desta vez não primei na escolha apenas pelo paladar, mas previ a bonança deste restaurante (não que o paladar seja esquecido). Localizado em dois endereços em Fortaleza, o primeiro na Av. Barão de Studart e o segundo (e mais antigo) numa pequena rua de nome Alisio Mamede, foi o alvo de nossa visita, a pouco reformado (agora com ambiente no ar condicionado), a nova decoração é bonita, mas sem grande requinte, e nem precisa, combina bem com o estilo (quase sempre) leve da comida e com a clientela sempre bem à vontade.

Explico o porque da escolha do local, primeiro a especialização num peixe que me causa muita admiração, o Sirigado (que empresta o nome ao restaurante), possui porte variável, de 5kg a 90kg! Necessita zelo no cozimento, ou não atingirá todo seu potencial, dono de qualidades como textura única, coloração braquíssima e sabor/aroma avassaladores. Em segundo lugar pela abundância dos pratos, além de preços convidativos, algo que atrai os bolsos menos abastados como o meu.

Provamos a peixada de fillet (de sirigado, é óbvio), uma porção generosa (mesmo para 4 pessoas com apetites grandiosos), os fillets chegaram no ponto ideal, pouco cozidos, ainda com aquela impressão de peixe cru ao primeiro contato com a boca, porém de consistência menos firme (que o peixe cru) à primeira mordida, o molho é repleto de creme de leite (acompanhamento muito bem vindo a este tipo de peixe) e alguns poucos legumes num caldo grosso.

Com certeza, pelo nivel do ambiente, e pelo estilo de cozinha, não será um restaurante que fará parte do nosso "Tour Gastronômico", mas vale uma citação, e vale a visita. Pessoalmente eu recomendo de entrada um fillet de Sirigado grelhado (vendido no peso) que acompanha um molho de alcaparra e um de creme de leite (se me recordo bem), como prato principal não há muito segredo, os sirigados nos molhos brancos são escolhas quase sempre acertadas, recomendo o simples e conhecidíssimo Peixe a delicia. Não cheguem a casa esperando atendimento diferenciado, nem aconxego, é um lugar para aquele almoço de domingo depois da praia.



Categoria: Citação
Escrito por Kenji às 20h32
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"Restaurante Moranga"

Quando: 02/03/2005

Hoje foi uma noite agradável, conhecemos um ponto digno de nosso tour gastronômico, hei de convir, a cerveja geladíssima, o ambiente agradável, o atendimento atencioso, a música relaxante e o mais importante (pra mim ao menos) a comida detalhista, apesar de termos pedido um simples aperitivo, a prospecção futura é agradável, uma rápida passada pelo menu vislumbra alguns pratos, no mínimo, interessantes; bolinhos de badejo, badejo ao molho de escargots, camarão ao molho de mostarda dijon dentre outros, me chamou a atenção, em especial, um pavé de Badejo (o quer que seja isso) ao molho de amendoas! Iguarias que se tão bem feitas quanto um simples tomate regado ao azeite com orégano e pimenta que provamos, merece grandiosas expectativas... Talvez não retornemos em breve a este restaurante, mas com certeza haveremos de retornar... Aos curiosos, o restaurante fica numa viela, chamada Rua Xavier de Castro no número 100 na praia de iracema e parece valer a pena.



Categoria: Citação
Escrito por Kenji às 00h56
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Il cibo é l'essenza della vita.... A comida é a essência da vida. Com essa frase queremos começar os preparativos para a parada deste mês do nosso tour gastronômico, Casa Nostra (dessa vez com fotos, espero). Tentaremos colocar aqui alguns fatos interessantes sobre comida e cultura italiana. Por enquanto digo apenas isso: Os italianos não comem para viver, eles vivem para comer.

Escrito por GG às 14h59
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Hofbräuhaus - Por Ramires

Classificação:

Só faltava eu pra fazer a avaliação da nossa primeira empreitada nesse tour...

O ambiente me agradou, apesar que está precisando de algumas reformas, a começar pelo banheiro que não está com as melhores condiçoes, nem a porta fechava direito. A decoração do local não estava ruim, não fiquei incomodado com os "scargots" pregados na parede, até porque eles não ficam por todo o restaurante e sim numa parte mais isolada, por coincidencia a parte na qual estávamos sentados, só pecaram em deixar fios passando na frente de quadros e em algumas partes a tinta estava descascando, a música estava um pouco alta pra ser música ambiente, a qualidade musical não me cabe avaliar, devia ser música folk alemã e se estamos num restaurante típico, não vi problema algum com ela. As mesas não são das maiores, mas nós quatro ficamos relativamente confortáveis, as pesadas cadeiras me passaram segurança, coisa importante para uma pessoa grande como eu.

A bebida, sim a bebida, não poderia deixar de falar da cerveja (na verdade, Chopp) depois de visitar um restaurante alemão, o chopp tem um gosto diferente dos chopp convencionais, um pouco mais forte, mas com sabor agradável, logo a primeiro gole me foi estranho mas depois do segundo, já desceu muito melhor e já agradando, mas ainda gostava mais quando o chopp era o da Antarctica.

Já de garganta refrescada, fomos provar os quitutes de lá...pedimos de entrada a Travessa, já citada em avaliações anteriores, e realmente foi o prato da noite, já que conseguimos provar coisas que nunca tinhamos comido (chucrute, joelho de porco...) e ainda coisas até comuns mas com um sabor especial (lombo, salsichao, bacon e pure de batatas), recomendo a quem for conhecer, pedir a travessa que serve uma pessoa que já tem bastante coisa pra provar. Enquanto terminávamos a entrada, escolhemos como pratos principais: Coelho ao molho caçador e o Filet ao molho roquefort, só que o bendito coelho estava em falta, então optamos pelo Assado de Pernil ao molho caçador. Os pratos foram pedidos pra duas pessoas cada, e vem separados em pratos individuais e uma travessa com o macarrão caseiro (bem gostoso), começei pelo assado de pernil e me agradou o paladar, o molho lembrava um madeira, com leve gosto de cogumelos (senti mais champignon, do que shitakes), mas no geral ficou com uma nota 7, já o filet pedidos pra vir ao ponto, ainda bem, porque ele veio ao ponto quase mal passado, pra quem não gosta de carne com sangue, peça ele bem passado, e beem passado, mas como sou quase um vampiro, ele estava ótimo. O molho realmente tinha o gosto fraco do queijo, mas também estava gostoso.
Os pratos vem bem servidos e juntamente com o macarrão, alimentam bem pessoas normais. E o preço pra eles, não é dos mais caros.

SERVIÇO: Garçons bons, coisa rara nos restaurantes aqui em Fortaleza, os do Hoff não são a fina flor, mas também deixam muitos outros no chinelo. Foram simpáticos e pacientes com quatro chatos que nem nós (tá, tá, somos até divertidos, mas nem tanto), os pedidos vieram rapidamente e a única queixa é que não tomamos do steinhäger ( A bebida incolor é extraída da tripla destilação dos frutos de trigo e do zimbro, sem quaisquer aditivos, resultando num produto de alta qualidade que pode ser consumido puro ou com cerveja. O Steinhäger está para os alemães assim como a cachaça está para os brasileiros: uma bebida ideal para ser tomada como aperitivo, muito aromática e saborosa, fonte: www.epice.com.br/destilados.html). No final conseguimos um licor de brinde, mas acho que foi cedido devido a longo tempo que estava guardado e não ter sido usado, estava com um gosto de velho, mas era um licor bem gostoso, e não tão enjoativo quanto outros que tinha tomado.

NOTA EXPLICATIVA: Para quem acha que o pessoal está sendo muito severo na pontuação dos restaurantes, vale lembrar que esse pontuação varia de -5 a +5, entao quando se tem 2 dedos positivos, na verdade equivale a nota 7, na escala de 0 a 10.



Categoria: Avaliação
Escrito por Roberto Ramires às 17h14
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Hofbräuhaus - Por GG

Classificação:

Acho difícil comentar por ser esta a primeira parada do nosso tour gastronomico. O Hofbräuhaus é um lugar agradável. Ideal para levar aquela namorada de longas datas, com espirito aventureiro, pronta para experimentar novos sabores, ou mesmo para uma boa conversa com os amigos. Fiquei meio deslumbrado pela entrada que pedimos, um misto de várias comidas típicas diferentes como joelho de porco, e porco defumado acompanhado de um delicioso pure de batata. Tenho que admitir que os alemães entendem de batata. Já os pratos não foram tudo que esperava. No filé ao molho Roquefort, o filé estava muito bom, ao ponto mas quase mal passado, extremamente macio. Mas pelo preço acredito que eles poderiam caprichar mais no Roquefort. O segundo foi o pernil ao molho de cogumelos da floresta negra, apesar do nome pomposo deixou a desejar. Concordo com o meu amigo kenji, o sabor cogumelos passou tão longe quanto o roquefort. A apresentação dos pratos foi boa, com uma boa harmonia. Já a apresentação rustica do macarrão caseiro esconde o sabor delicado e diferente. Um bom lugar para se divertir com os amigos em um ambiente aconchegante.



Escrito por GG às 19h04
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Hofbräuhaus - Por Saulo Carvalho

http://www.fortalnet.com.br/hofbrauhaus

Classificação:

Gostei do cara que guarda os carros, é um senhor que aparenta ter seus 197 anos de idade, muito bem uniformizado e fortemente armado com seu cacetete de cabo de vassoura na mão. Apesar de assustar um pouco o "Zé" (alguma surpresa?) se mostrou muito simpático e educado, nos acompanhando até a porta do recinto e desejando bom apetite.

Não achei o ambiente nada parecido com uma taverna antiga. Para mim as paredes lembram a sede do Rotary Club do Crato, para onde meu pai me levava todas as quintas-feiras a noite quando era criança, me trouxeram boas lembranças. Os enfeites são meio toscos: umas garrafas vazias, conchinhas (búzios), panelas, cartazes... sei lá, achei meio estranho. É bem verdade que os corredores e móveis são apertados e meio rústicos, conforto não é o ponto forte do local, mas ele é sim bem aconchegante e agradável. Um ponto negativo foi a música, alemã claro, de péssima qualidade harmônica (é o que dá para avaliar porque a letra ninguém entendia) e em um volume que chegava a atrapalhar a conversa, às vezes.

O atendimento não chega a ser perfeito, mas deve ser destacado. Os garçons foram esforçados e atenciosos, além de pacientes com nossas piadas e brincadeiras. Eram eles: Sérgio (que apelidamos carinhosamente de "oncinha" ou "tigresa" por causa das luzes no cabelo) e Bergson (que apesar do nome não tinha nada de alemão, fora o emprego)

Começamos tomando um chopp, da casa, muito bom, claro, leve e, segundo meu apurado paladar, com um sabor amanteigado (não me pergunte o porquê). Me lembrem de voltar lá pra tomar outro chopp daqueles.

A entrada foi um prato com comidas típicas alemãs, a Travessa da Casa. Além muito gostosa e bem servida achei interessante, pela possibilidade de experimentar pratos como o joelho de porco e chucrute que nem todo mundo conhece.

A comida tava ótima. Comecei pelo Filé ao molho Roquefort, realmente o sabor do queijo passa lá na Alemanha de tão longe, mas a carne estava espetacular. O Pernil ao molho de cogumelos da Floresta Negra não me agradou tanto, achei o molho muito forte, a ponto de comprometer negativamente o sabor da carne e dos cogumelos (déjà vu). A massa que acompanhava os pratos era meio "desengonçada", além de insossa. Mas era original, diferente, agradou.

Para encerrar a noite, o famoso rapé. De início fiquei receioso, mas depois do susto com o estalo seco que a tábua dá, nem senti direito. Talvez porque a quantidade utilizada não era adequada às proporções do meu orgão. O certo é que depois da segunda "cheirada" aquela menta começa a arder até na garganta, quem não está acostumado deve ir com calma.

Queria destinar um agradecimento especial ao Bergson, garçom da casa, pelo licor com gosto de guardado que ele nos serviu de corteisa no final da noite. Da próxima vez vai ficar sem os 10%.

O Oncinha que me aguarde. Desde antes do carnaval que ele me deve uma stainheger.

Na média final foi aprovado. Eu recomendo.

Buscar na Web "Hofbräuhaus"



Categoria: Avaliação
Escrito por Saulo às 18h07
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Hofbräuhaus - Por Kenji Ohi

Classificação:

O ambiente possui paredes opressoras, corredores pequenos, móveis apertados, no entanto, apesar do aparente descuido, a sensação de uma taverna antiga é bastante aconchegante... Poderia estar melhor cuidado, mas não é de todo ruim. O atendimento é aprazível e o ambiente é muito mais alegre quando escoltado dos chopps (da casa) e rodadas do estardalhaçante rapé mentolado... O que nos inspira nesse site é a comida, e dela comento dois pratos:

1 - Pernil ao molho de cogumelos da floresta negra. Um prato comum ao paladar, a presença de alguns temperos diferentes (estragão talvez) não contribui para um toque único, na verdade a porção possui um aspecto bastante comum, e o molho parece ocultar os sabores naturais dos cogumelos, talvez pela reconhecida brasilidade de abusar dos temperos este prato sai do divinizante para o ordinário.

2 - Filé ao molho Roquefort. O sabor forte e marcante deste queijo de leite de ovelha curado e cuidado com tanto zelo perde-se em um prato onde os sabores novamente pouco distinguem-se, o roquefort é um queijo pesado, de sabor picante e de fácil distinção, mereceria portanto um papel mais definidor nesse quitute que leva seu nome, até entendo a tentativa do chef em dissimular o sabor avassalador deste queijo, mas para meu gosto, que é o que importa nessa crítica, faltou inspiração.

Ambos os pratos acompanham uma porção de massa caseira, apesar da aparência rude desta, o equilibrio é bastante simpático e agradável ao paladar. Além dos pratos principais supracitados, a entrada era composta por uma travessa de pratos típicos, bacon, salsichas alemãs, chucrute, pernil de porco e joelho de porco, um prato que fez valer a noite, e que faz com que a casa tenha meu respeito, este é um prato que vale a pena degustar com o excelente chopp da casa.

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Escrito por Kenji às 17h39
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"Acepipe"

Autor: Mário de Alencar

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"Nos vosso lábios ainda prurem as saborosas lembranças dos acepipes principescos."



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Escrito por Kenji às 03h04
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